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Sexta-Feira, 20 de fevereiro de 2015

Orlando

 
E teve brasileiro celebrado na França. Na última sexta-feira, 13, Paris foi palco do 30º Victoires de La Musique, o maior prêmio de música da França – equivalente ao Grammy americano – e com grande importância em toda a Europa.

Entre os grandes vencedores da noite estiveram Christine and the Queens – favorita com cinco nomeações, e Julien Doré. Christine faturou como Intérprete Feminina, Videoclipe do Ano com a música Sain-Claude, e Artista do Ano. Doré também foi reconhecido como Artista do Ano, mesmo sendo um estreante entre os grandes.

Mas a grande surpresa da noite foi a categoria “melhor álbum de músicas do mundo”, que premiou o brasileiro Orlando morais e seu disco Rivière Noire. Com Orlando Morais foram premiados ainda seus parceiros neste projeto Pascal Danae e Jean Lamoot. Por hora o disco ainda é inédito no Brasil.



         

         

 
Marcadores: AF, Cultura, Curiosidades, Música, Vídeo
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Sexta-Feira, 11 de julho de 2014

Troféu mais cobiçado do momento está guardado em mala Louis Vuitton

 
Ainda não sabemos quem vai ficar com ele. Não é a França nem o Brasil, mas ambos estarão representados na entrega. O troféu mais cobiçado do momento, a Copa do Mundo, está guardado em uma mala da Louis Vuitton, empresa sediada em Paris e uma das grifes mais famosas do mundo. Alemães ou argentinos (já pensou?) receberão das mãos da não menos cobiçada Gisele Bündchen a taça (bem, uma réplica banhada a ouro, mas aí estraga o glamour) esculpida pelo italiano Silvio Gazzaniga, feita em ouro 18 quilates, com 36,8 cm de altura e 6,175 quilos. A marca francesa divulgou o vídeo da modelo com a mala feita à mão, que será entregue ao vencedor do jogo de domingo. Confira!

         

 
Marcadores: Curiosidades, Esportes, Moda, Vídeo
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Sexta-Feira, 13 de junho de 2014

A culpa é do Fidel - por Cesar Mateus

 
Nosso colunista Cesar Mateus está de volta, dessa vez botando a culpa no Fidel. Bem, na verdade falando sobre o filme A culpa é do Fidel (2006), de Julie Gavras. Confira!

A culpa é do Fidel



Quando me indicaram esse filme eu pensei “ih me descobriram”. Já me imaginei tendo que escrever sobre materialismo histórico ou sobre uma penca de historiadores franceses que ninguém lê, mas que todo mundo cita (eu inclusive). Foi com pavor que eu vi surgir os créditos iniciais. Estava perdido.

Novamente me passaram a perna, posso até ver a cena: “enganamos ele de novo”, e risos e mais risos. Tudo isso porque La faute à Fidel não faz juízo de valor ao ex-todo poderoso de Cuba.

E onde está a Culpa? Quando a pequena Anna (Nina Kervel) se vê desprovida de suas regalias ela procura respostas. E ela é fácil, a culpa dos barbudos. E eles estão por toda a parte, nos comerciais, na entrega do Oscar, na faculdade e até aqui nessa coluna! Sim! Já que quem as escreve também porta uma barba, um tanto quando horrenda, mas ainda é uma barba. É contra eles que Anna vai lutar para ter seu quarto, seu pônei, seus vidros de Nutella e seu álbum de figurinhas da copa de volta.

A culpa é do Fidel é isso, uma pequena fábula sobre a capacidade de adaptação, valores e legado que desejamos deixar para o mundo, mas tudo isso passa despercebido quando acompanhamos Anna fazendo cara feia para alguma gororoba vietnamita. E quem não faria? Pobre é do Fidel que ficou com a culpa toda.

Cesar Mateus
         

 
Marcadores: Artes, Cesar Mateus, Cinema, Vídeo
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Quarta-Feira, 14 de maio de 2014

Os Incompreendidos - por Cesar Mateus

 
Nosso colunista Cesar Mateus, após seu aparente desaparecimento, retornou do além e já nos mandou mais uma resenha. Dessa vez, sobre o filme Os Incompreendidos (1959), de François Truffaut. Vamos à resenha!

Os Incompreendidos



Um pouquinho de história. Há cerca de sessenta anos o cinema francês vivia uma crise, estava pleno de melodramas baseados em livros de qualidade duvidosa. Em uma revista chamada Cahiers du Cinema, um grupo condenava esse tipo de filme e criava o termo cinema de autor. Quando esses escritores resolveram fazer os seus próprios filmes, a França e o mundo ficaram conhecendo o que seria a Nouvele Vague. Grande coisa, todo mundo já sabia disso.

E todo mundo sabe que o primeiro filme de François Truffaut, Os Imcompreendidos (les 400 coups), fez parte dessa leva e foi responsável por criar a sua (justificada) fama. Mas afinal, o que esses filmes têm de tão bom? Primeiro é preciso separar Truffaut dos seus pares, afinal ele está longe de ser um diretor hermético, nenhum dos seus filmes possui grandes invenções técnicas, montagens cheias de firulas e outros truques. Não, Truffaut é linear, ele conta histórias como seus velhos mestres. Às vezes histórias complicadas, dramáticas, bobinhas ou românticas. E como um bom contador de histórias ele começa pela infância. E então finalmente chegamos aos Incompreendidos.

Ao contrário do nosso querido petit Nicolas, Antoine Doinel (Jean-Peirre Léaud) não é um garoto bacana, na verdade ele é só um mec comum que não consegue entender os chiliques dos professores e as crises éticas dos seus pais. Para ele, esses adultos são tão inconsequentes como seus colegas. E, para extravasar essa confusão, ele comete pequenos delitos como rabiscar a parede da sala de aula, inúmeras fugas de casa, matar aula e furtar uma máquina de escrever. Talvez não pareça nada muito elaborado, mas os Incompreendidos é mais profundo do que parece.

Porém o grande triunfo do filme está no seu ator principal, mesmo com pouca idade Jean-Pierre Léaud já demonstra o grande potencial que iria transformá-lo em uma dos grandes artistas do cinema francês. Os Incompreendidos deu tão certo que Trauffaut e Léaud retornaram a história de Doinel em mais três filmes e um curta que espero no futuro falar sobre eles, pois são todos fantásticos e, mais do que tudo, compreensíveis.


por Cesar Mateus
         

 
Marcadores: Artes, Cesar Mateus, Cinema, Cultura, Resenha, Vídeo
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