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Quarta-Feira, 25 de maio de 2016

Lacoste

 
Sempre com um pequeno “Crocodile vert” no peito, as camisas pólos LACOSTE se tornaram um verdadeiro ícone clássico nos ambientes mais refinados do mundo, um símbolo de elegância e qualidade. Das quadras de tênis para o mundo, a marca francesa é um símbolo de classe há mais de sete décadas oferecendo roupas e acessórios para pessoas de bom gosto e estilo. Uma marca que consegue a proeza de agradar ao público nas mais diferentes regiões do planeta.

Tudo começou em 1927 com o francês Jean René Lacoste, nascido a 2 de Julho de 1904, brilhante tenista francês e o principal responsável pela primeira vitória da França na Taça Davis. René colecionou títulos nos famosos torneios de Roland Garros, Wimbledon e Forrest Hills. No total arrecadou sete vitórias em torneios do Grand Slam e foi o tenista número 1 mundial em 1926 e 1927.

Durante estas competições ele foi apelidado de “Le Crocodile” após ter feito uma aposta com o capitão da equipe de tênis da França para Copa Davis. O técnico prometeu oferecer-lhe uma mala de crocodilo caso ele ganhasse um jogo importante para a sua equipe. O fim do campeonato trouxe duas vitórias para o tenista: arrebatou a taça dos americanos, vencendo o lendário Bill Tilden, e provou que sua trajetória de sucesso iria muito além das quadras. O público americano rapidamente adotou o apelido, que representava a tenacidade e a agressividade que René demonstrou nas quadras de tênis, se movendo freneticamente em ziguezague e perseguindo sua presa sem cansar.

O amigo Robert George desenhou então para René um crocodilo que foi bordado na camisa que ele usava nas quadras de jogo. A camisa, em algodão com malha arejada e confortável, que absorvia perfeitamente a transpiração em climas mais quentes, tinha mangas curtas com gola e pequenos botões que iam do pescoço ao peito, e, era usada juntamente com um blazer azul-marinho, também desenhado por ele e com o símbolo do crocodilo. O uniforme inusitado apareceu pela primeira vez no Torneio Aberto dos Estados Unidos.

Poucos anos depois, aos 25 anos, ele abandonou as quadras por causa de uma tuberculose e dedicou-se totalmente a uma idéia genial: fazer confortáveis camisas de malha para a prática do tênis e carimbá-las com o bichano que um dia deu a ele muita sorte.

Em 1933, juntamente com André Gillier, proprietário de uma das maiores empresas francesas de malhas, ele fundou a "La Chemise Lacoste" para produzir e comercializar a camisa pólo bordada com o logotipo que tinha criado para seu uso pessoal nas quadras de tênis, bem como certo número de outros modelos de camisas concebidas para a prática do tênis, golfe e esportes marítimos, como o iatismo.

Foi a primeira vez que uma marca estampou sua etiqueta do lado de fora da roupa, tornando o logotipo visível. Uma idéia que prosperou desde então.

Essa primeira camisa foi batizada de LACOSTE L.12.12
L representa LACOSTE, 1 é uma referência ao tecido original de algodão petit piquê, 2 significa a manga curta e o segundo 12 se relaciona com o número de protótipos que tiveram que ser produzidos até René ficar satisfeito com o resultado, dando uma perspectiva única sobre o sentido de perfeccionismo e abordagem de transmissão do desenho do campeão.

A camisa era confeccionada em um tecido leve e fresco, que proporcionava mais conforto e resistência. A primeira camisa LACOSTE era branca, ligeiramente mais curta que as atuais, de mangas curtas, com colarinho de bordos cortados, confeccionada em um tecido emblemático, jérsei de piquê miúdo, e um crocodilo verde bordado na altura do coração.

A camisa LACOSTE constituiu imediatamente uma revolução junto aos jogadores de tênis da época pois o sucesso tornou-se mundial pelo conforto e frescor que elas proporcionavam aos atletas, os quais vestiam durante os jogos, nessa altura, incômodas camisas de estilo clássico, em tecido tramado com duas teias, de mangas compridas, que em nada ajudavam à sua performance, mobilidade e resistência física, por falta de ventilação do corpo.

Imediatamente, a marca virou um uniforme nas quadras francesas, e René, o garoto-propaganda perfeito.

Rapidamente as camisas pólo da marca desbancaram as tradicionais camisas de colarinho duro, vendendo aproximadamente 300 mil unidades só em 1939.

O que havia de tão revolucionário na camisa?

A qualidade da malha que era leve, flexível, ventilada e também seu desenho inovador. O algodão, proveniente do Egito, dos Estados Unidos e do Peru, o processo de elaboração do fio e a exigência de qualidade da fibra mostravam um pouco da importância do produto. Nesta época a empresa investiu no progresso e crescimento das vendas junto ao consumidor.

Durante um bom tempo, ele só produziu camisas brancas, com um catálogo direcionado exclusivamente para tênis, golfe e iatismo. Mas, com o início da Segunda Guerra Mundial, a empresa interrompeu a produção, retomando suas vendas ao mercado somente em 1946.

As exportações começaram em 1951 para a Itália, assim como a comercialização das versões coloridas das tradicionais camisas pólos. Celebridades adotaram a nova moda. Audrey Hepburn eternizou a dobradinha com calça capri. Jackie Kennedy usava dentro e fora das quadras. No ano seguinte a marca ingressou no enorme mercado americano com o início da exportação de seus produtos para o país. Em 1959, foi criada a coleção infantil e no ano seguinte as coleções de bermudas e polos listradas.

René revolucionou o mercado do tênis novamente ao inventar em 1963 as raquetes feitas de aço tubular, muito superior às produzidas em madeira, extremamente pesadas. As raquetes eram distribuídas pela marca esportiva Wilson nos Estados Unidos. Este modelo de raquete ganhou 46 títulos em torneios do Grand Slam entre 1966 e 1978.

A partir dos anos 70, o crocodilo da LACOSTE estendeu-se a inúmeras peças, tanto no vestuário feminino como no masculino, além de acessórios, calçados e até perfumes. Somente em 1978 os produtos da marca começaram a ser distribuídos no Brasil e em 1981 a empresa inaugurou a
primeira Boutique LACOSTE do mundo, localizada na badalada Avenida Victor Hugo em Paris.

Mas foi também nesta década que a marca francesa começou a perder participação de mercado: os clientes fiéis, principalmente pessoas ligadas aos esportes, estavam envelhecendo e a nova geração não encontrava atrativos nos modelos básicos oferecidos pela marca. Nas quadras, o crocodilo perdeu terreno para outras grifes que patrocinavam maciçamente atletas de grande destaque.

Na década de 90, a empresa iniciou uma expansão e modernização da sua rede de lojas, inaugurando em 1994 a primeira unidade na China; no ano seguinte as primeiras lojas nos Estados Unidos, localizadas nas badaladas Palm Beach e Bal Harbour, no estado da Flórida; além de lojas em Moscou e Nova York. Mas, foi também a partir desta década que a popularidade da marca LACOSTE entrou definitivamente em queda, até que o estilista francês Christophe Lemaire assumiu a direção criativa da marca em 2000. Rapidamente ele implantou uma nova filosofia e modernizou a imagem da marca, deu um tom mais jovial, contudo sem perder a elegância e a identidade criada por René Lacoste. Suas famosas e clássicas camisas pólo ganharam novas cores, a modelagem ficou mais estreita, mais justa e curta, ganhando até modelo estonado.
Nesta época surgiram também outros itens: novas coleção para crianças e mulheres, calçados, novos e deliciosos perfumes, óculos, roupa íntima masculina, malas, sacolas, bolsas, mini vestidos e até uma coleção de cama, mesa e banho.

Outra atitude importante foi a contratação de atletas renomados para serem embaixadores da marca pelo mundo como o tenista Andy Roddick, a golfista mexicana Lorena Ochoa e o golfista espanhol Jose-Maria Olazabal, além de patrocinar torneios importantes como o Aberto da Austrália (tênis) e várias etapas do circuito de golfe profissional.

O custo da famosa pólo LACOSTE se difere das demais marcas do segmento, mas segundo a marca, deve-se principalmente ao processo de fabricação, onde são usados mais de 20 Km de fio de algodão por cada pólo e o tingimento leva mais de 12 horas para ser completado. Estes processos fazem com que a pólo seja quase a prova de tudo.

Foi por tudo isso que o “Crocodilo” da LACOSTE tornou-se famoso no mundo inteiro.
         

         

         

         

         

         

         

 
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Quinta-Feira, 03 de setembro de 2015

Le Projet Haussmanhattan

 
 O fotógrafo e arquiteto francês, Luis Fernandes, resolveu unir o seu encanto e talento em um mesmo projeto. O gosto por construções antigas juntamente com a manipulação fotográfica resultou no projeto “Haussmanhattan”, uma série de fotomontagens que revelam a beleza arquitetônica e os contrastes de duas importantes cidades, Nova York e Paris, durante o início do século XX.

As construções de cada cidade refletem o estilo de vida e a cultura de cada região. Enquanto em Nova York podemos visualizar milhares de arranha-céus, olhamos para Paris e nos deparamos apenas com a arquitetura clássica. Mas por pouco tempo, pois há 42 anos banidos, recentemente a capital francesa aprovou a construção de um novo arranha-céu, o Tour Triangle, que terá 180 metros de altura e pode ser o início de uma mudança no cenário da metrópole parisiense.


         

         

         

         

         

         

 
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Segunda-Feira, 02 de março de 2015

Encomenda

 
E se de repente você recebesse um pacote pelo correio contendo algo avaliado em R$ 7,1 milhões? Bom, foi quase o que aconteceu em dezembro de 2014.

Um pacote declarado no valor de US$ 37 (R$ 106) foi barrado na alfândega americana vinda da Bélgica. Em um exame realizado por especialistas, o choque foi confirmado: trata-se da obra “La Coiffeuse”, de Pablo Picasso.

A obra, exibida pela última vez em Munique, em 1998, foi declarada desaparecida em 2001 e, desde então, não havia qualquer sinal dela. Até aparecer em Nova York dentro de uma embalagem da FedEx.

Datada de 1911, a obra era propriedade do museu Pompidou Centre, em Paris, e estava no armazém da entidade quando foi furtada. Agora, 14 anos depois, “La Coiffeuse” está voltando para casa, a cidade luz.
         

 
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Quarta-Feira, 21 de janeiro de 2015

A sua árvore

 
Esse post era para celebrar mais uma iniciativa francesa em prol do futuro do mundo, sendo o cenário da COP 21 no final do ano, um congresso internacional para substituir o fracassado Protocolo de Kyoto, de 1997, nas questões ambientais.

Porém, dentro da busca de material para falar do congresso, descobrimos Naziha Mestaou, uma arquiteta e urbanista belga que resolveu criar uma floresta virtual nos principais monumentos europeus. A França, claro, não ficou de fora.

Trata-se de um aplicativo de celular que usa as batidas do coração do usuário para fazer sua árvore florescer e crescer. O objetivo da ação é tornar as pessoas responsáveis pela natureza que as cerca; com a ideia de ver sua própria árvore crescendo, é possível – com o perdão do trocadilho – plantar uma semente de conscientização ambiental.

Se a intenção vai funcionar, a gente não sabe e fica na torcida, mas que está lindo de ver, com certeza está!
         

 
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