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Quarta-Feira, 14 de maio de 2014

Os Incompreendidos - por Cesar Mateus

 
Nosso colunista Cesar Mateus, após seu aparente desaparecimento, retornou do além e já nos mandou mais uma resenha. Dessa vez, sobre o filme Os Incompreendidos (1959), de François Truffaut. Vamos à resenha!

Os Incompreendidos



Um pouquinho de história. Há cerca de sessenta anos o cinema francês vivia uma crise, estava pleno de melodramas baseados em livros de qualidade duvidosa. Em uma revista chamada Cahiers du Cinema, um grupo condenava esse tipo de filme e criava o termo cinema de autor. Quando esses escritores resolveram fazer os seus próprios filmes, a França e o mundo ficaram conhecendo o que seria a Nouvele Vague. Grande coisa, todo mundo já sabia disso.

E todo mundo sabe que o primeiro filme de François Truffaut, Os Imcompreendidos (les 400 coups), fez parte dessa leva e foi responsável por criar a sua (justificada) fama. Mas afinal, o que esses filmes têm de tão bom? Primeiro é preciso separar Truffaut dos seus pares, afinal ele está longe de ser um diretor hermético, nenhum dos seus filmes possui grandes invenções técnicas, montagens cheias de firulas e outros truques. Não, Truffaut é linear, ele conta histórias como seus velhos mestres. Às vezes histórias complicadas, dramáticas, bobinhas ou românticas. E como um bom contador de histórias ele começa pela infância. E então finalmente chegamos aos Incompreendidos.

Ao contrário do nosso querido petit Nicolas, Antoine Doinel (Jean-Peirre Léaud) não é um garoto bacana, na verdade ele é só um mec comum que não consegue entender os chiliques dos professores e as crises éticas dos seus pais. Para ele, esses adultos são tão inconsequentes como seus colegas. E, para extravasar essa confusão, ele comete pequenos delitos como rabiscar a parede da sala de aula, inúmeras fugas de casa, matar aula e furtar uma máquina de escrever. Talvez não pareça nada muito elaborado, mas os Incompreendidos é mais profundo do que parece.

Porém o grande triunfo do filme está no seu ator principal, mesmo com pouca idade Jean-Pierre Léaud já demonstra o grande potencial que iria transformá-lo em uma dos grandes artistas do cinema francês. Os Incompreendidos deu tão certo que Trauffaut e Léaud retornaram a história de Doinel em mais três filmes e um curta que espero no futuro falar sobre eles, pois são todos fantásticos e, mais do que tudo, compreensíveis.


por Cesar Mateus
         

 
Marcadores: Artes, Cesar Mateus, Cinema, Cultura, Resenha, Vídeo
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Quarta-Feira, 23 de abril de 2014

O Silêncio de Lorna - por Cesar Mateus

 
Embora esteja sumido há três semanas, nosso colunista Cesar Mateus nos deixou um "manuscrito inédito" que publicaremos hoje. Dessa vez, sobre o filme O Silêncio de Lorna (2008, de Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne, que você confere aí embaixo.

O Silêncio de Lorna



De vez em quando as traduções dos nomes nos pegam peças, isso já foi discutido antes aqui, mas dessa vez a culpa não é dos tradutores, pois le silence de Lorna é exatamente o título original. Mas qual o problema nisso? Nenhum, fora o fato que a tal Lorna falar bastante, não só em francês. Sim, o silêncio de Lorna é poliglota.

Obviamente, existe um motivo para esse título, mas estragaria a graça do filme, por isso o enredo vai ser posto de lado, geralmente eles não prestam mesmo. Não é o caso desse aqui. Lorna é um suspense que não entrega nada em nenhum momento, cada cena existe por um motivo. Ao contrário de um sucesso do cinema francês, nenhuma das vezes que Lorna come, dorme, trabalha ou olha a paisagem é em vão e cada cena cresce de importância à medida que o filme se desenrola.

Se o filme tem Lorna no título e Lorna em quase todas as cenas, é importante que atriz tenha algum talento, e Arta Dobrishi tem de sobra. Com uma atuação longe do melodrama, ela convence em sua confusão quando a pressão vem de todos os lados. Outro destaque é Jérémie Renier, não tão conhecido do grande público. Geralmente relegado a papéis pequenos, ele deixa sua marca enquanto a atriz principal fala e fala e fala. Portanto, nada de ficar quieto ou parado e vá ver e ouvir a silenciosa Lorna.

Cesar Mateus
 
Marcadores: Artes, Cesar Mateus, Cinema, Cultura, Resenha, Vídeo
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Quarta-Feira, 02 de abril de 2014

Netflix causa polêmica na França

 
A Netflix, gigante americana de vídeo por demanda com mais de 44 milhões de assinantes, pretende chegar ao mercado francês. A notícia, no entanto, causou rebuliço no país. Apesar de dizer que não tem nada contra a chegada da empresa, o ministro da cultura da França, Aurélie Filippetti disse que a Netflix deverá se adaptar às diferenças do mercado e participar construtivamente dele.

A discussão se deve às leis protecionistas francesas, que defendem fortemente as produções nacionais. Isso inclui, além de quase 20% de impostos (VAT), o investimento obrigatório de parte dos lucros na indústria cultural: 15% na indústria europeia de filmes, sendo 12% para produções francesas. Além disso, a França quer garantir que 40% do conteúdo estejam em francês.

Os obstáculos não param por aí: a Société des Auteurs et Compositeurs Dramatiques (SACD) e a Société Civile des Auteurs-Réalisateurs-Producteurs (ARP) também pressionam por regras rígidas para a entrada da Netflix. Em razão das pressões, a Netflix já pensou em duas alternativas para tentar solucionar o problema. A primeira seria se instalar em Luxemburgo, como já fizeram Google e iTunes. A segunda é tentar apaziguar os ânimos na França, com a promessa de produzir uma série original francesa. Embora não vá ficar pronta para o lançamento da Netflix, previsto para esse trimestre, acredita-se que será anunciada na ocasião. AGora é aguardar o desfecho da novela.
 
Marcadores: Artes, Cinema, Cultura, Polêmica, Política, TV
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Sexta-Feira, 28 de março de 2014

A Riviera Não É Aqui - por Cesar Mateus

 
Nosso colunista Cesar Mateus está de volta, dessa vez falando sobre o filme A Riviera Não É Aqui (2010), de Dany Boon. O filme conta a história de Philippe, que dirige uma agência de correios e, para agradar sua mulher, tenta se transferir para a Côte D'Azur, mas acaba indo parar no norte da França. O longa foi indicado ao César de melhor roteiro original e ao Goya de melhor filme europeu.

A Riviera não é aqui



Este espaço deveria salutar a língua e a cultura francesa nas suas mais variadas formas e conteúdos, além de mostrar a sua importância vital para o desenvolvimento de um mundo harmonioso e tolerante. Pois é, deveria. Contando com represálias da alta cúpula de diretores da AF Caxias, além dos editores desse blog, vou contar a verdade (se encontrarem meu corpo boiando no Tega, vocês já vão ter alguns suspeitos). Bienvenue chez les Ch’tis fará qualquer um correr das aulas de francês como le diable corre da cruz, pois eu descobri (depois de muito tempo, é verdade, mas todos sabem que o meu raciocínio não é dos mais rápidos) que o francês não é de Jesus.

A história é a seguinte: Philippe Abrams (Kad Merad, o pai do petit Nicolas) é transferido para o norte depois de uma tentativa frustrada de mutreta que deixaria nós brasileiros e o nosso jeitinho cheios de orgulho. E aí que começo o drama. Para quem sonhava em morar na Côte d’Azur (oui, je l’adore) o frio e o mau tempo podem impressionar, mas para os alunos da AF o horror está naquele dialeto sem vergonha que dá o nome à película. O horror, diria Marlon Brando, o horror.

O filme, é claro, está recheado de situações pitorescas geradas por esse choque de cultura que incluem comida, aperitivos e sinos tocando à exaustão. Danny Boon está, como sempre, muito engraçado e, apesar de ser do norte, muito humano com seu coração partido e ébrio. Tudo muito bom, mas se alguém desistir das aulas a culpa não é minha, é dos Ch’tis.

Cesar Mateus

 
Marcadores: Artes, Cesar Mateus, Cinema, Cultura, Vídeo
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